Aldolase
A Aldolase é uma enzima presente em quase todos os tecidos. Estão presentes em quantidade importante nos tecidos onde se processa uma glicólise ou uma glicogenólise, nomeadamente nos músculos (aldolase A), no fígado (aldolase B) e no cérebro (aldolase C).
A determinação sérica da aldolase é de grande importância clínica na avaliação das doenças primárias da musculatura esquelética. As maiores elevações são encontradas na distrofia muscular progressiva de Duchenne. Níveis alterados também podem ser observados nas miosites e dermatomiosites. Os seus níveis correlacionam-se com a massa muscular. A perda musculat progressiva faz diminuir os valores por perda da capacidade de síntese. Portanto, só se encontram valores alterados nas fases precoces das distrofias, quando a massa muscular encontra-se relativamente preservada. Valores normais são encontrados nas patologias musculares de causa neurológica, como por exemplo a esclerose múltipla e poliomielite.
Porem, o seu aumento não é especifico para doenças musculares. O aumento da aldolase pode ser encontrado no enfarte do miocárdio (pico em 24 a 48 horas), hepatites virais agudas, pancreatite hemorrágica, gangrena, tumores da próstata, neoplasias hepática primária e secundária, anemia megaloblástica, leucemia granulocítica e em pacientes em uso de fenotiazida.
Doseamento
A colheita deve ser feita em 2 mL de sangue em tubo seco, num sujeito em jejum e após repouso de pelo menos 30 minutos, a fim de evitar os aumentos ligados à activaidade muscular. Sendo as hemácias ricas em aldolases, a mais pequena hemólise falseia o doseamento.
Os corticóides aumentam as aldolases séricas, enquanto que os estrogénios diminuem-nas. Por isso, há que desconfiar destas interferências.
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